Debate coloca consumidor sénior na agenda

15 Dezembro, 2016

Os Novos Consumidores Seniores foi tema do debate que realizamos no dia 13 de dezembro no Museu do Oriente em Lisboa, em que se discutiu os desafios e as oportunidades que se colocam na procura de respostas adequadas aos interesses e necessidades destes consumidores.

Neste interessante fórum de discussão, foram dados a conhecer os dados recolhidos nas sessões informativas que a DECO desenvolveu junto dos seniores com a colaboração de Ana Sepúlveda, Managing Partner do 40+Lab, sobre o consumidor sénior.

Deste estudo concluímos que, em termos de escolaridade, 36,5% da população sénior inquirida tem a instrução primária. Um outro dado curioso, tem a ver com o rendimento mensal em que 20% dos inquiridos diz auferir entre ou mil e os dois mil euros. Outros dois dados relevantes, que ajudam a traçar o perfil destes seniores e perceber algumas das dificuldades que sentem no seu dia-a-dia, diz respeito aos seus comportamentos de compra e aos indicadores de literacia. Dos seniores inquiridos, 59,4% assume que faz compras indesejadas, comprando algo que não queria, e 65,8% diz ter dificuldades na compreensão da linguagem financeira.

Com a participação de diferentes stakeholders em representação das empresas de marketing, de distribuição, do comércio e serviços, da defesa do consumidor, da ação social e das forças de segurança, tivemos ainda a oportunidade de partilhar com a plateia, como pensam as questões do envelhecimento, como olham para os seniores e quais as suas estratégias e preocupações com estes consumidores.

Para as associações empresariais presentes neste debate, os consumidores seniores são vistos como uma oportunidade de negócio com enorme potencial de crescimento pois representam 50% do poder de compra, têm boa capacidade financeira e disponibilidade de tempo que levará ao desenvolvimento de novos produtos e serviços no mercado.

Os interlocutores da ação social, da DECO e das forças de segurança, fizeram um retrato diferente da população sénior identificando-os como um segmento da população especialmente exposta a situações de vulnerabilidade social e económica. Foram perentórios em afirmar que, embora este grupo não seja homogéneo, um milhão e cinquenta mil seniores vive com rendimentos abaixo dos quinhentos euros mensais o que lhes traz dificuldades para viver com dignidade. Para além disso, foi também referido que possuem baixos níveis de literacia, nomeadamente financeira e digital, que se traduz em dificuldades no acesso e na interpretação da informação que afeta a tomada de decisões adequadas e os expõe mais facilmente a práticas comerciais abusivas.

Em jeito de fecho deste debate, ficaram desafios e propostas para o futuro de um trabalho colaborativo em prol dos consumidores seniores.

Consulte a reportagem que publicámos sobre o Debate aqui 

Conheça também as principais conclusões do Debate.